{"id":1750,"date":"2015-08-08T19:55:10","date_gmt":"2015-08-08T22:55:10","guid":{"rendered":"http:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=1750"},"modified":"2015-09-05T17:53:59","modified_gmt":"2015-09-05T20:53:59","slug":"que-fazer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=1750","title":{"rendered":"QUE FAZER?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">&#8211;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Uma &#8220;crise&#8221; que n\u00e3o \u00e9 <em>a crise<\/em>, mas abre oportunidade de supera\u00e7\u00e3o da crise<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><del>\u00a0<\/del><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Carlos Novaes, 08 de agosto de 2015<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><del>\u00a0<\/del><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A &#8220;crise&#8221; pol\u00edtica que estamos assistindo, repito, <em>assistindo<\/em>, n\u00e3o decorre do choque entre projetos diferentes, a &#8220;crise&#8221; parece <em>a crise<\/em> porque o desmanche <em>generalizado,<\/em> sem disfarces, do mundinho dos <em>profissionais<\/em> da pol\u00edtica permitiu a toda gente ver, finalmente, que todos eles tem o mesmo projeto: reunir poder para fazer dinheiro. \u00c9 por isso que <em><strong>a<\/strong><\/em> estamos assistindo: n\u00e3o h\u00e1 como tomar partido <em>nisso<\/em>. O que est\u00e1 a ruir n\u00e3o \u00e9 a Petrobr\u00e1s, muito menos o Brasil, mas um determinado arranjo da pol\u00edtica dos profissionais &#8212; e o motivo dessa ru\u00edna \u00e9 simples: o pacto em torno do qual todos se arrumavam, o Real, desmoronou. Eles est\u00e3o a tratar de como sair da encrenca e chamam de <em>crise<\/em> o salve-se quem puder em que se dilaceram, mas \u00e9 s\u00f3 uma &#8220;crise&#8221;. Seremos trouxas se embarcarmos na deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O n\u00e3o envolvimento da sociedade nessa &#8220;crise&#8221; aparece na forma de incerteza ou desorienta\u00e7\u00e3o precisamente porque n\u00e3o estamos dando aquela paradinha, aquele recuo de cabe\u00e7a que situa\u00e7\u00f5es conturbadas requerem &#8212; o alarido da m\u00eddia est\u00e1 nos arrastando a acreditar que h\u00e1 uma <em>crise<\/em>. Olhando bem, se repararmos que nem foi o trapalh\u00e3o Dirceu quem inventou anteontem a corrup\u00e7\u00e3o grossa na Petrobr\u00e1s (essa mesma estatal em que os tucanos tentaram por o &#8220;X&#8221; <em>multiplicador<\/em>), nem foi a despreparada Dilma quem inventou esse pacto fajuto pelo qual os ricos n\u00e3o podem perder e os pobres s\u00f3 podem melhorar (e via consumo individual-familiar), quando for poss\u00edvel, cabendo \u00e0 classe m\u00e9dia o papel de fiadora dessa possibilidade &#8212; se repararmos com cuidado, eu dizia, o pa\u00eds est\u00e1 sendo chamado, por vias tortas, \u00e0 realidade de que n\u00e3o h\u00e1 consumo sem produ\u00e7\u00e3o, de que n\u00e3o h\u00e1 produ\u00e7\u00e3o sem gente capaz de produzir, de que n\u00e3o se forma gente capaz de produzir sem distribui\u00e7\u00e3o da renda, e de que n\u00e3o haver\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o da renda sem um novo arranjo pol\u00edtico, que \u00e9 justamente o que a &#8220;crise&#8221; est\u00e1 nos dando a oportunidade de fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Se fizermos um <em>&#8220;alto l\u00e1&#8221;<\/em>, talvez possamos encontrar nessa balb\u00fardia dos profissionais uma oportunidade de iniciarmos pr\u00e1 valer a longa, repito, <em>loonga<\/em> caminhada para nos livrarmos deles. Faz alguns anos que<a title=\"S\u00d3 4 J\u00c1 \u2013 representa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 profiss\u00e3o\" href=\"http:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=115\"> venho insistindo<\/a> na crise da representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica profissional (que chamo de delega\u00e7\u00e3o), crise essa que s\u00f3 pode ser enfrentada se fizermos a distin\u00e7\u00e3o entre <em>representa\u00e7\u00e3o<\/em> <em>pol\u00edtica<\/em> e delega\u00e7\u00e3o\/representa\u00e7\u00e3o como profiss\u00e3o. Nas m\u00e3os dos <a title=\"PARTIDOS E PROFISSIONAIS DA REPRESENTA\u00c7\u00c3O\" href=\"http:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=159\">profissionais<\/a>, a quem imprudentemente delegamos nossa vontade, a pol\u00edtica se tornou um jogo aut\u00f4nomo, desligado da sociedade que eles deveriam representar, desligamento esse que desconectou dos representantes os fluxos de vida que os empurrariam a serem diferentes uns dos outros porque representariam realidades diferentes, sa\u00eddas da vivacidade da sociedade. N\u00e3o. Eles passaram a representar a pr\u00f3pria realidade de poder e dinheiro em que se abismaram e, assim, tornaram-se realmente todos iguais (com as <em>in\u00fateis<\/em> exce\u00e7\u00f5es de sempre que, quando n\u00e3o est\u00e3o a fazer gracinhas t\u00edpicas do cretinismo parlamentar, est\u00e3o l\u00e1 apenas a legitimar a avacalha\u00e7\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o: s\u00e3o iguais, embora diferentes).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Como o pacto do Real <a title=\"QUANDO A MEM\u00d3RIA MAIS ENTRAVA DO QUE INFORMA O FLUXO\" href=\"http:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=837\">se abre por todas as costuras<\/a>, eles est\u00e3o ao desabrigo e sem ch\u00e3o. A &#8220;crise&#8221; os leva a buscar uma sa\u00edda f\u00e1cil (e digo f\u00e1cil n\u00e3o por n\u00e3o ser trabalhosa e mal\u00e9fica, mas porque n\u00e3o enfrenta o problema real), sa\u00edda f\u00e1cil que tem duas portas: o escorra\u00e7amento do PT (embora merecido, j\u00e1 est\u00e1 dado e, portanto, \u00e9 chover no molhado) e a imola\u00e7\u00e3o de Dilma (alvo fr\u00e1gil e de substitui\u00e7\u00e3o danosa para n\u00f3s, nesse momento). Se n\u00f3s, a sociedade, a opini\u00e3o p\u00fablica (chame como preferir, leitor), comprarmos a &#8220;crise&#8221; como <em>crise<\/em> vamos <a title=\"LINCHAMENTO\" href=\"http:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=1679\">levar \u00e1gua ao moinho deles<\/a> de duas maneiras diferentes, ambas contraproducentes: pela primeira, embarcamos nessa de remover Dilma, catarse que s\u00f3 vai trazer ainda mais problemas e, pior, dar a eles a materializa\u00e7\u00e3o fajuta de uma &#8220;crise&#8221; que justificar\u00e1 ou encobrir\u00e1 todo o retrocesso que est\u00e1 sendo urdido para empurrar o pa\u00eds de volta \u00e0 situa\u00e7\u00e3o legal pr\u00e9-Constituinte (o <em>Centr\u00e3o<\/em>, derrotado naquela oportunidade, vem se reagrupando em torno de Cunha, Temer e Renan); pela segunda, ao comprarmos a &#8220;crise&#8221; como <em>crise<\/em>, passaremos mais uma vez a achar que estamos diante da oportunidade de um desenlace revolucion\u00e1rio, num raciocinar com os pr\u00f3prios desejos em que n\u00e3o vai faltar, claro, uma Constituinte autonomamente convocada (e d\u00ea-lhe manifesto!), e isso numa hora em que mesmo as modestas conquistas da nossa Constitui\u00e7\u00e3o atual est\u00e3o amea\u00e7adas (oh cegueira!). Em qualquer desses dois caminhos, os vencedores ser\u00e3o <em>eles<\/em>, os <em>profissionais<\/em>: pelo primeiro, eles promovem um rearranjo que vai criar novos salvadores da p\u00e1tria (Temer!?, Cunha!?, A\u00e9cio!?, Renan!?, Serra!?), de reinado ef\u00eamero, por certo, mas suficiente para continuarem o telecatch e irem tocando o barco de pilhagem por mais uma gera\u00e7\u00e3o; no segundo, as energias daqueles de n\u00f3s que se disp\u00f5em a combater ser\u00e3o mais uma vez dissipadas sem proveito, pois \u00e9 certo que os profissionais v\u00e3o nos tirar de letra, ainda que sempre v\u00e1 haver gente n\u00e9scia a achar que est\u00e1 &#8220;acumulando for\u00e7as&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A experi\u00eancia internacional mais recente (o vigoroso e inovador 15M espanhol, sua ruim imita\u00e7\u00e3o norte-americana, o Occupy, a primavera eg\u00edpcia e o despetalar grego) j\u00e1 deveria ter levado esse pessoal a entender que nem havia &#8220;for\u00e7a acumulada&#8221; a liberar, nem h\u00e1 caminho transformador fora de uma representa\u00e7\u00e3o n\u00e3o-profissional segundo uma verticalidade din\u00e2mica, sem hierarquia, mas tamb\u00e9m sem as ilus\u00f5es horizontalistas dos que acham que as pessoas querem (e podem) participar da pol\u00edtica todo o tempo: a pol\u00edtica como <em>atividade<\/em> (n\u00e3o como <em>assunto<\/em>) \u00e9 para os que dela querem (e podem) se ocupar e estes nem s\u00e3o todos, ou mesmo a maioria de n\u00f3s, nem apenas aqueles poucos que dela fizeram uma &#8220;profiss\u00e3o&#8221;: h\u00e1 um contingente intermedi\u00e1rio que, interessado, est\u00e1 \u00e0 margem porque n\u00e3o quer misturar-se \u00e0 rataria. Desgra\u00e7adamente, essa verdade t\u00e3o simples n\u00e3o se d\u00e1 a conhecer e, ent\u00e3o, a maioria de n\u00f3s ou se faz ref\u00e9m dos profissionais, ou se abandona na culpa (ou na raiva) diante dos mais &#8220;abnegados&#8221;, que insistem na quimera da horizontalidade, sempre precedida, \u00e9 claro, de uma grande hecatombe que nos propiciaria recome\u00e7ar do zero. Sei (como se pudesse haver <em>fluxo<\/em> novo sem <em>mem\u00f3ria<\/em>). Esses &#8220;abnegados&#8221; sempre terminam em um de dois grupos: representantes profissionais empenhados em lograr um pr\u00f3ximo mandato (a rotiniza\u00e7\u00e3o reificante da mem\u00f3ria); ou desiludidos amargos dizendo que o mundo n\u00e3o tem jeito (o remoer ressentido da mem\u00f3ria) &#8212; os militantes gregos est\u00e3o, neste exato momento, dividindo-se entre esses dois grupos; quem viver, ver\u00e1. (Mais adiante, se n\u00e3o criarem ju\u00edzo, os espanh\u00f3is seguir\u00e3o o mesmo caminho, j\u00e1 trilhado pelos italianos faz algum tempo).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A crise de que nos devemos ocupar n\u00e3o requer uma hecatombe restauradora &#8212; nossa crise j\u00e1 se d\u00e1 h\u00e1 tempos, ela \u00e9 cont\u00ednua e n\u00f3s j\u00e1 estamos vivendo seus danos: \u00e9 <a title=\"NEM DELEGAT\u00c1RIOS, NEM ABNEGADOS\" href=\"http:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=125\">a crise da representa\u00e7\u00e3o<\/a>. Super\u00e1-la requer de cada um de n\u00f3s fazer a transi\u00e7\u00e3o que a literatura romanesca j\u00e1 fez: obrigar o romantismo que anseia pela grande <em>crise<\/em> a dar lugar ao realismo que se ocupa da crise que todos j\u00e1 podem enxergar, afastando-nos da &#8220;crise&#8221; enganadora que devora a capacidade de ju\u00edzo l\u00facido. Precisamos de um trabalho tenaz, mas sem sacrif\u00edcio; dedicado, mas <a title=\"NEM DELEGAT\u00c1RIOS, NEM ABNEGADOS\" href=\"http:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=125\">sem abnega\u00e7\u00e3o<\/a>; partilhado, mas sem a ilus\u00e3o participacionista; corajoso, mas sem hero\u00edsmo; planejado, mas sem holismo; com verticalidade, mas sem hierarquia. Eles nos deram as costas, pois ent\u00e3o vamos golpe\u00e1-las. Mas vamos faz\u00ea-lo com m\u00e9todo e dentro do calend\u00e1rio eleitoral da pol\u00edtica que queremos transformar. N\u00e3o aumentemos o trabalho a fazer, antes tiremos proveito da realidade como ela j\u00e1 \u00e9: iniciemos com afinco um movimento, uma campanha (chame como quiser, leitor) para que na pr\u00f3xima elei\u00e7\u00e3o para vereadores em todo o Brasil ningu\u00e9m vote em quem tem ou j\u00e1 teve qualquer mandato legislativo. <em>Chega dos mesmos!<\/em> \u00c9 simples assim. Uma meta como esta, de f\u00e1cil explica\u00e7\u00e3o e com a qual a indigna\u00e7\u00e3o generalizada j\u00e1 predisp\u00f5e as pessoas a simpatizar, pode receber diferentes n\u00edveis de engajamento, tirando proveito do muito ou do pouco que cada um puder alocar para o objetivo comum &#8212; se a imensa maioria der apenas o seu voto individual na dire\u00e7\u00e3o que queremos, j\u00e1 ser\u00e1 \u00f3timo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O \u00eaxito de um tal movimento, por parcial que seja, haver\u00e1 de alimentar a a\u00e7\u00e3o cont\u00ednua rumo \u00e0s elei\u00e7\u00f5es de 2018, quando teremos a oportunidade de voltar nossas costas a todos aqueles que est\u00e3o no Congresso ou l\u00e1 j\u00e1 estiveram. Por maior que seja a incerteza decorrente dessa substitui\u00e7\u00e3o geral, ela n\u00e3o haver\u00e1 de ser mais danosa do que aquilo que eles com certeza nos oferecer\u00e3o se l\u00e1 puderem continuar. Ademais, na remota circunst\u00e2ncia de que oxal\u00e1 consegu\u00edssemos uma <a title=\"A POL\u00cdTICA ENTRE A MEM\u00d3RIA E O FLUXO\" href=\"http:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=750\">substitui\u00e7\u00e3o realmente geral<\/a>, estaria dada a oportunidade do marco zero para aqueles que, ansiando por ele, est\u00e3o sempre a adiar o engajamento efetivo no empenho diligente por uma transforma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que abra caminho \u00e0 inven\u00e7\u00e3o. Afinal, no mundo complexo em que vivemos, n\u00e3o d\u00e1 para lutar por uma transforma\u00e7\u00e3o apostando na capacidade de inven\u00e7\u00e3o da sociedade e, ao mesmo tempo, pretendendo controlar de antem\u00e3o a dire\u00e7\u00e3o e o sentido que as coisas v\u00e3o tomar depois da transforma\u00e7\u00e3o. <a title=\"O PAL\u00c1CIO E A RUA \u2014 4 de 4\" href=\"http:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=1200\">Apostemos na inventividade<\/a>, o <em>depois<\/em> \u00e9 <a title=\"DESIGUALDADE, MUDANCISMO E VOTO \u2014 4 de 4\" href=\"http:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=1472\">outro trecho<\/a>.<\/p>\n<p><strong>Fica o Registro:<\/strong><\/p>\n<p><strong> &#8211; Serra declarou<\/strong> que a situa\u00e7\u00e3o de Dilma \u00e9 pior do que a de Jango. S\u00f3 mesmo um trouxa pode acreditar num disparate desses. Jango estava acossado por um levante de for\u00e7as reacion\u00e1rias organizadas, inclusive empresariais e militares, porque tinha uma agenda (confusa, \u00e9 verdade) de mudan\u00e7as contra a desigualdade. Dilma n\u00e3o tem agenda de mudan\u00e7a alguma e os que est\u00e3o contra ela s\u00e3o um bando de pol\u00edticos profissionais da pior esp\u00e9cie, que sequer conta com for\u00e7a empresarial organizada (at\u00e9 porque boa parte dela est\u00e1 na cadeia ou em vias de ser presa). Serra est\u00e1 falando dos anos 1960 porque sonha em repetir em benef\u00edcio pr\u00f3prio o improviso sem-vergonha daquela \u00e9poca: o parlamentarismo. Veja s\u00f3 leitor, o Serra quer ser em 2015 o Tancredo de 1961. Quer ser o primeiro-ministro DESTE Congresso que nos infelicita. Nos anos 1960 havia as vivandeiras de quartel, agora Serra, definitivamente do outro lado, se oferece para puxar o cortejo das vivandeiras do Congresso.<\/p>\n<p><strong> &#8211; Se ultrapassarmos<\/strong> o espalhafato dessa &#8220;crise&#8221; sem desmanchar o calend\u00e1rio institucional em curso, o pa\u00eds vai reencontrar a estabilidade med\u00edocre que tem se mostrado apto a organizar, pois o cen\u00e1rio econ\u00f4mico est\u00e1 longe de ser grave como os vendedores de dificuldades querem nos fazer crer &#8212; ali\u00e1s, o alarido cresce porque eles est\u00e3o numa corrida contra o rel\u00f3gio, pois sabem que o ajuste de Dilma, que nada mais \u00e9 do que uma vers\u00e3o (agora inescap\u00e1vel) do que eles sempre prop\u00f5em, tem tudo para dar certo, se entendermos por certo o que eles pr\u00f3prios entendem: um equil\u00edbrio prec\u00e1rio para seguirmos fingindo que encontramos uma alternativa para o pa\u00eds. O menos danoso para n\u00f3s, at\u00e9 enquanto n\u00e3o se comprovar crimes de Dilma, \u00e9 esperarmos as elei\u00e7\u00f5es de 2018: teremos desmoralizado os golpistas da &#8220;crise&#8221; e ainda poderemos acertar contas, inclusive com o Lula (isso se o Judici\u00e1rio n\u00e3o o tiver feito antes).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8211; Uma &#8220;crise&#8221; que n\u00e3o \u00e9 a crise, mas abre oportunidade de supera\u00e7\u00e3o da crise \u00a0 Carlos Novaes, 08 de agosto de 2015 \u00a0 A &#8220;crise&#8221; pol\u00edtica que estamos assistindo, repito, assistindo, n\u00e3o decorre do choque entre projetos diferentes, a &#8220;crise&#8221; parece a crise porque o desmanche generalizado, sem disfarces, do mundinho dos profissionais da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1338,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15,2],"tags":[],"class_list":["post-1750","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-a-crise-e-a-crise","category-textos-mais-antigos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1750","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1338"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1750"}],"version-history":[{"count":38,"href":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1750\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1779,"href":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1750\/revisions\/1779"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1750"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1750"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1750"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}