{"id":1917,"date":"2015-09-05T17:22:18","date_gmt":"2015-09-05T20:22:18","guid":{"rendered":"http:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=1917"},"modified":"2015-09-07T16:26:15","modified_gmt":"2015-09-07T19:26:15","slug":"o-rabo-abana-o-cachorro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=1917","title":{"rendered":"O RABO ABANA O CACHORRO &#8212; 1 de 2"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\" align=\"center\"><span style=\"line-height: 1.71429; font-size: 1rem;\">Carlos Novaes, 05 de setembro de 2015<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como todo mundo sabe, a situa\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria da Uni\u00e3o requer, se n\u00e3o as duas, pelo menos uma das seguintes medidas: aumento da arrecada\u00e7\u00e3o e\/ou corte <i>profundo<\/i> de despesas. Esse aumento e esse corte podem se dar levando ou n\u00e3o em conta a capacidade contributiva e econ\u00f4mica de cada um: de um ponto de vista estritamente liberal, a sociedade brasileira \u00e9 formada por indiv\u00edduos iguais perante a lei e, ent\u00e3o, os custos ser\u00e3o distribu\u00eddos <em>per capita<\/em>; num entendimento contr\u00e1rio, de um ponto de vista n\u00e3o-liberal, a sociedade brasileira \u00e9 formada por camadas sociais muito desiguais em riqueza e em capacidade de apropria\u00e7\u00e3o de renda e, ent\u00e3o, os custos tem de ser distribu\u00eddos segundo essas capacidades. O mais recente grande erro de Dilma foi n\u00e3o ter\u00a0 perseverado e enviado ao Congresso a proposta da volta da CPMF, um aumento inconveniente na carga tribut\u00e1ria que, n\u00e3o obstante, teria o m\u00e9rito de distribuir a carga adicional de um modo menos desigualit\u00e1rio: cada um pagaria segundo sua pr\u00f3pria movimenta\u00e7\u00e3o financeira. Ao perseverar, mesmo na quase certeza de que seria derrotada, Dilma teria deixado claro duas coisas: primeiro, que ante a recusa de Temer em fazer a intermedia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ela teria (finalmente) assumido um papel que \u00e9 seu (ainda que, como digo desde 2008, ela n\u00e3o disponha de lideran\u00e7a para este papel &#8212; mas, agora, que ela j\u00e1 dele est\u00e1 investida, n\u00e3o h\u00e1 outro rem\u00e9dio sen\u00e3o ir at\u00e9 o fim, explorando o que de auspicioso para si ainda possa haver na incerteza que a vida pol\u00edtica sempre conserva); segundo, que sua op\u00e7\u00e3o para vencer a crise inclui uma efetiva preocupa\u00e7\u00e3o com a desigualdade e com a situa\u00e7\u00e3o dos mais pobres sob ela. Ao recuar, Dilma perdeu de todo lado e deu mais um passo para se tornar mais um Sarney, ou simplesmente ter de deixar de <i>ser<\/i> presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Como quem muito recua acaba por encontrar o inimigo pelas costas, Temer avan\u00e7ou mais algumas polegadas na sua calculada trajet\u00f3ria de &#8220;n\u00e3o-trai\u00e7\u00e3o&#8221;: depois de proclamar que algu\u00e9m precisava unir o pa\u00eds, ele agora declarou, \u00e0 plat\u00e9ia de um movimento pr\u00f3-impedimento com o qual aceitou se reunir, que Dilma n\u00e3o ter\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de continuar presidente sob baixos \u00edndices de aprova\u00e7\u00e3o popular, n\u00e3o sem acrescentar, com a gravidade empoada de sempre, que nada fez, faz ou far\u00e1 pela queda dela&#8230; Se, num primeiro momento, a rea\u00e7\u00e3o do p-MDB \u00e0 proposta da volta da CPMF p\u00f4de ser interpretada como mais um passo no controle sobre Dilma, como explorei <a title=\"SER-ney ou N\u00c3O SER-ney\" href=\"http:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=1902\">aqui<\/a>, agora, depois que ela n\u00e3o enfrentou aquela rea\u00e7\u00e3o e, simplesmente, recuou, o que h\u00e1 de desafiador na situa\u00e7\u00e3o \u00e9 o por qu\u00ea de Temer ter entendido que substituir seria mais vantajoso do que meramente controlar <em>sarneycamente<\/em> a presidente. A chave para entender a mudan\u00e7a est\u00e1, de um lado, no fato de que para os pol\u00edticos profissionais em condi\u00e7\u00f5es de chegar ao poder com a ru\u00edna de Dilma, o quanto <i>pior<\/i>, \u00e9 melhor; e, de outro lado, na pergunta que se faz o empresariado (aquele que conta) acerca de <i><span style=\"text-decoration: underline;\">o que \u00e9<\/span><\/i><span style=\"text-decoration: underline;\"> esse <i>pior<\/i><\/span><i>?<\/i>: <strong>se<\/strong> a queda de Dilma (que vai deixar Lula solto para mobilizar os de baixo contra o governo que se instalar &#8211; \u00e9 bom n\u00e3o subestimar essa vari\u00e1vel), <strong>ou se<\/strong> a continua\u00e7\u00e3o dela, que imp\u00f5e pactamentos novos com o bra\u00e7o pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Como a situa\u00e7\u00e3o <i>econ\u00f4mica<\/i> se deteriora na exata medida em que se nega \u00e0 presidente o apoio <i>pol\u00edtico<\/i> <i>profissional<\/i> necess\u00e1rio para que ela implemente as medidas que, se sabe, devem ser tomadas para conter a crise, e como a piora da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica aumenta a incerteza dos empres\u00e1rios poderosos sobre o que vai resultar da movedi\u00e7a inquieta\u00e7\u00e3o popular ante os sofrimentos impostos pela mesma crise, as duas faces do establishment, a <i>pol\u00edtico profissional<\/i> e a <i>econ\u00f4mico empresarial<\/i> entraram em moment\u00e2nea assimetria: os pol\u00edticos querem mais crise para resolver a <a title=\"GRA\u00daDOS E MI\u00daDOS\" href=\"http:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=1856\">sua &#8220;crise&#8221;<\/a> e os empres\u00e1rios querem menos &#8220;crise&#8221; para equacionar de modo favor\u00e1vel a crise. Ou seja, para o establishment, se n\u00e3o h\u00e1 crise de hegemonia, h\u00e1 &#8220;crise&#8221; no modo de operar politicamente a hegemonia que, n\u00e3o obstante, n\u00e3o se perdeu. A desarmonia surgiu porque profissionais do p-MDB passaram a enxergar no exerc\u00edcio direto da presid\u00eancia, via Temer, uma solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas para a &#8220;crise&#8221;, mas tamb\u00e9m para implementar com ares de salvadores da p\u00e1tria a mais conservadora das sa\u00eddas para a crise. Me explico: como a opini\u00e3o p\u00fablica foi convencida tanto de que a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica grave \u00e9 <i>desesperadora<\/i> (e n\u00e3o \u00e9), quanto de que a culpa \u00e9 <i>sobretudo<\/i> de Dilma (e n\u00e3o \u00e9 &#8212; o pacto do Real \u00e9 que entrou em fal\u00eancia, pois a conta um dia ia chegar), como a opini\u00e3o p\u00fablica j\u00e1 foi devidamente embrulhada, eu dizia, o j\u00fabilo com o sacrif\u00edcio de Dilma proporcionar\u00e1 a credibilidade que o novo presidente voltar\u00e1 contra a imensa maioria dos pr\u00f3prios jubilantes: medidas de austeridade que protejam os ricos, penalizem as camadas m\u00e9dias e sacrifiquem os mais pobres. Assim como Itamar proporcionou o lan\u00e7amento do Real, Temer levaria a cabo o &#8220;relan\u00e7amento&#8221; de um plano salvador, via recauchutagem, mas sem as qualidades do plano de FHC. Ainda assim, o que n\u00e3o vai faltar \u00e9 candidato a ministro da fazenda&#8230;<\/p>\n<p>A vari\u00e1vel incerta \u00e9 Lula. Por isso, busca-se, sem parar, desgast\u00e1-lo, explorando todo e qualquer ind\u00edcio de sua participa\u00e7\u00e3o nos malfeitos, n\u00e3o sendo mesmo cr\u00edvel que ele nada soubesse e de que n\u00e3o tenha tirado proveito para si dos malfeitos. Lula colhe a safrinha do que plantou, adubou e regou. Ainda assim, at\u00e9 que tenham encontrado provas que o incriminem, seus advers\u00e1rios sabem que n\u00e3o podem subestimar sua for\u00e7a, especialmente numa conjuntura em que a sa\u00edda que querem implementar passa por sacrificar ainda mais a j\u00e1 sacrificada pobreza do pa\u00eds: com Lula na oposi\u00e7\u00e3o e podendo \u201cvoar\u201d, vai haver confus\u00e3o (e confus\u00e3o sempre abre brecha para p\u00f4r em risco a hegemonia). Os empres\u00e1rios, cuja maior capacidade \u00e9 fazer conta no longo prazo avaliando a solidez do curto prazo, s\u00e3o mais cautelosos e temem a sa\u00edda de Dilma; os pol\u00edticos profissionais, cujas contas sempre incluem ambi\u00e7\u00f5es de curto prazo, deixando o longo prazo para o &#8220;estaremos todos mortos&#8221;, est\u00e3o mais prontos a tomar o lugar de Dilma. Eis uma t\u00edpica situa\u00e7\u00e3o de desordem na ordem do mando: o rabo est\u00e1 a abanar o cachorro.<\/p>\n<p>Ou seja, \u00e0 medida que o tempo passa o acord\u00e3o telep\u00e1tico que havia praticamente sido alcan\u00e7ado em torno de Dilma vai apresentando essa dissintonia, pr\u00f3pria de acordos que n\u00e3o resultam de uma conspira\u00e7\u00e3o, mas de leituras de uma realidade complexa, as quais s\u00f3 alcan\u00e7am converg\u00eancia de modo indireto e incerto. Por mais oportunistas e nefastos que sejam esses atores que sempre ganham, uma coisa \u00e9 certa: em \u00faltima inst\u00e2ncia, o principais culpados pela situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica adversa ao povo s\u00e3o Lula e o PT: depois de terem assinado o contrato de ades\u00e3o ao pacto do Real, depois de terem abandonado suas bandeiras originais e se entregado aos \u00eaxitos f\u00e1ceis da condu\u00e7\u00e3o ruinosa desse pacto n\u00e3o menos ruinoso para os mais pobres e as camadas m\u00e9dias, Lula e seu PT ainda se ajeitaram em torno da candidatura Dilma (imposta pelo primeiro ao segundo), ambos <a title=\"2014 precede 2010\" href=\"http:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=34\">fiados num acordo com o p-MDB<\/a> que, agora, se posiciona para herdar &#8212; e desviar (profissionais que s\u00e3o do tr\u00e1fico de esperan\u00e7as) &#8212; a energia vital que a sociedade brasileira se v\u00ea chamada a despender para sair da crise. Se as coisas se passarem assim, ao fim e ao cabo vamos recolher uma derrota ainda maior do que <a title=\"O PT ARRUINOU O PETISMO E O SISTEMA POL\u00cdTICO\" href=\"http:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=1628\">de in\u00edcio supus,<\/a> pois esmagado pelo peso que ter\u00e1 pagado para que as elites mais uma vez tenham se safado de uma crise da qual s\u00e3o respons\u00e1veis, nosso povo, mais uma vez, vai concluir que de nada adianta lutar. Esse \u00e9 o maior crime do <em>lulopetismo, <\/em>pois, por mais medo que, <strong>agora<\/strong>, imponha ao <em>&#8220;outro&#8221;<\/em> lado, ele n\u00e3o tem a menor condi\u00e7\u00e3o de tirar da implos\u00e3o uma variante auspiciosa para o povo. Ou seja, ao fim e ao cabo, a implos\u00e3o decorrente de uma sa\u00edda de Dilma n\u00e3o tem nada de incerta: vai sobrar para o pov\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Fica o Registro:<\/b><\/p>\n<p>&#8211; <b>Quando,<\/b> dias atr\u00e1s, Alckmin declarou que o importante \u00e9 varrer o PT, ele n\u00e3o estava visando a luta interna no PSDB, como se interpretou na m\u00eddia convencional. N\u00e3o. Ele estava a reconhecer o advers\u00e1rio em 2018 e, por isso, dava uma resposta ao &#8220;voltei a voar&#8221; do Lula que, por sua vez, n\u00e3o foi menos arguto na interpreta\u00e7\u00e3o da ocasi\u00e3o para declarar-se de volta ao jogo: o cai ou n\u00e3o cai de Dilma depende tamb\u00e9m de o quanto o temam, e o resultado contra si de uma queda dela depende de o quanto ele venha a ser identificado com os erros dela &#8212; por isso, depois de passar a voar Lula declarou que Dilma deve suavizar o ajuste. \u00c9 leitor, a qualquer cochilo se perde o fio.<\/p>\n<p><b>&#8211; Repito:<\/b> n\u00e3o se pense que Lula est\u00e1 amarrado \u00e0 marca <em>PT<\/em>. Se necess\u00e1rio, sacrificar-se-\u00e1 a marca e ele voltar\u00e1, no vetor de uma \u201cfrente popular de oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00edda da crise em favor dos pobres\u201d, encabe\u00e7ando um movimento popular que por certo reunir\u00e1 muita gente boa aos burocr\u00e1ticos e olig\u00e1rquicos movimentos sociais. E tudo recome\u00e7ar\u00e1, mais uma vez em torno da <i>luta de classes<\/i>, esse eixo que, <a title=\"DESIGUALDADE, MUDANCISMO E VOTO \u2014 3 de 4\" href=\"http:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=1363\">partido desde a segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo XX<\/a>, continua a ser manipulado em v\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8211; <strong>O racha no p-MDB<\/strong> tem import\u00e2ncia central na a\u00e7\u00e3o de Temer: sem for\u00e7a para decapitar Cunha (cujo poder de articula\u00e7\u00e3o fora do parlamento vem se mostrando maior do que se supunha &#8211; em mais uma demonstra\u00e7\u00e3o da decad\u00eancia de nossa ordem pol\u00edtica), o vice-presidente se v\u00ea empurrado a fugir para a frente, reunindo mais poder para recolocar a casa, o p-MDB, em ordem. Para Temer, se houver mudan\u00e7a de rota no partido, que seja sob o comando dele, n\u00e3o de Cunha.<\/p>\n<p><strong>&#8211; O que explica<\/strong> esse racha no p-MDB \u00e9 o fato de que o ambicioso e atrevido Cunha viu, e est\u00e1 a explorar, a brecha para um projeto pr\u00f3prio que a ru\u00edna do PT abriu para o seu partido. Ele quer liderar o p-MDB para uma nova fase, que rompa com a hist\u00f3ria subalterna da legenda, que <a title=\"DESIGUALDADE, MUDANCISMO E VOTO \u2014 1 de 4\" href=\"http:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=1260\">vem desde 1965<\/a>, surfando na onda, a um s\u00f3 tempo conservadora e mudancista, que est\u00e1 a se abrir.<\/p>\n<p><strong>&#8211; Ia esquecendo:<\/strong> a &#8220;proposta&#8221; do Ab\u00edlio Diniz \u00e9 t\u00e3o primitiva quanto ele. Deixando de lado a complexidade da situa\u00e7\u00e3o, que venho buscando discutir em seguidos <em>posts <\/em>e que j\u00e1 n\u00e3o comporta &#8220;solu\u00e7\u00f5es&#8221; desse tipo, de onde ele tirou que FHC toparia se trancar com Lula em algum lugar!!???<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Novaes, 05 de setembro de 2015 &nbsp; Como todo mundo sabe, a situa\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria da Uni\u00e3o requer, se n\u00e3o as duas, pelo menos uma das seguintes medidas: aumento da arrecada\u00e7\u00e3o e\/ou corte profundo de despesas. 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