{"id":34,"date":"2013-08-21T18:39:23","date_gmt":"2013-08-21T18:39:23","guid":{"rendered":"http:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=34"},"modified":"2015-10-13T19:59:45","modified_gmt":"2015-10-13T22:59:45","slug":"2014-precede-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=34","title":{"rendered":"2014 precede 2010"},"content":{"rendered":"<p align=\"right\"><span style=\"font-size: 1rem; line-height: 1.714285714;\">Carlos Novaes, <strong>Junho de 2009<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica brasileira de nossos dias \u00e9 de tal ordem que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o caso de s\u00f3 reclamarmos que ela se fa\u00e7a sem a participa\u00e7\u00e3o de milit\u00e2ncias partid\u00e1rias ou mesmo sem o engajamento dos cidad\u00e3os; se nada fizermos, um dia desses nos acharemos lamentando que ela se d\u00ea sem fazer caso sequer da t\u00eanue e quase inaud\u00edvel opini\u00e3o p\u00fablica. Estamos mais e mais submetidos a um jogo olig\u00e1rquico cujo tabuleiro foi posto al\u00e9m do nosso ju\u00edzo e cujas regras, al\u00e9m de n\u00e3o nos darem a conhecer, t\u00eam sua vig\u00eancia sujeita ao correr do jogo. Esse estado de coisas comp\u00f5e o cen\u00e1rio despojado de encantos \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o criadora que emoldura projetos sem contraste, ornamentos para uma mesmice de candidaturas que desanima at\u00e9 as plateias arrebanhadas para consagr\u00e1-las.<\/p>\n<p>Essa mesmice que prepara uma disputa inercial para 2010 \u2013 e que nasce da oligarquiza\u00e7\u00e3o do processo pol\u00edtico \u2013 repousa sobre an\u00e1lises e alternativas econ\u00f4micas cujas linhas gerais foram pensadas nos anos 50 do s\u00e9culo passado e, j\u00e1 ent\u00e3o, embaladas por matrizes te\u00f3ricas desenvolvidas no s\u00e9culo retrasado: crescimento industrial mais ou menos induzido ou dirigido pelo Estado, com uma distribui\u00e7\u00e3o do excedente que variaria segundo este fosse mais ou menos controlado por um de dois p\u00f3los da disputa ent\u00e3o reconhecida como a mais promissora para estruturar as escolhas de dias melhores \u2013 empres\u00e1rios e trabalhadores.<\/p>\n<p>Como a ditadura militar interrompeu aquele processo, a luta pela redemocratiza\u00e7\u00e3o do Brasil e os anos que se seguiram a ela n\u00e3o puderam escapar das aporias postas por aquela interrup\u00e7\u00e3o, notadamente porque foi no per\u00edodo ditatorial que a chamada quest\u00e3o social, simbolizada na desigualdade, conheceu sua fermenta\u00e7\u00e3o m\u00e1xima. Lula e Serra, homens da mesma gera\u00e7\u00e3o, representam as duas pontas da for\u00e7a que a ditadura por assim dizer dividiu: os do ex\u00edlio (que voltaram para reatar a luta) e os de dentro (que ficaram travando a luta); a classe m\u00e9dia preparada e com compromisso com os de baixo e os trabalhadores que descobriram a pr\u00f3pria for\u00e7a. Serra representa aquela metade da gera\u00e7\u00e3o a quem a ditadura removeu do prosc\u00eanio e, ao voltar, encontrou seus pares de gera\u00e7\u00e3o j\u00e1 imantados pelo metal\u00fargico que protagonizara mais uma volta no parafuso da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Nessa ordem de id\u00e9ias, no encontro-disputa de 2002 Lula estava \u00e0 frente de Serra porque sua lideran\u00e7a emergiu do p\u00f3lo mais din\u00e2mico e mais moderno do processo ent\u00e3o em curso: a massa trabalhadora. E emergiu de forma org\u00e2nica (era um deles) e numa perspectiva de enfrentar o problema da desigualdade tendo escolhido resoluta e incontrastavelmente o lado que sempre perdera. Naquela altura, Lula representava de maneira cabal a oportunidade de realiza\u00e7\u00e3o de um projeto para a qual Serra fora levado a chegar atrasado ao encontro. Com os governos de Lula, o projeto truncado em 64 se cumpriu, deu-se o envelhecimento inapel\u00e1vel das propostas pol\u00edticas arranjadas no per\u00edodo e o pa\u00eds deve entrar em uma nova era.<\/p>\n<p>Se for assim, a vit\u00f3ria de Lula em 2002, e os governos que realizou, tornariam por si s\u00f3s anacr\u00f4nica a presen\u00e7a de Serra na disputa de 2010, n\u00e3o fosse o fato de o presidente ter optado por uma forma de escolha do seu candidato a sucessor que \u00e9 em si mesma a materializa\u00e7\u00e3o do atraso, pois n\u00e3o s\u00f3 contraria o que seria de esperar de um processo pol\u00edtico institucionalizado, como agride a percep\u00e7\u00e3o que se tem da trajet\u00f3ria do pr\u00f3prio Lula. Ao escolher por vontade pessoal e fazer essa escolha recair em personagem desprovido de luz pr\u00f3pria que, quando muito, n\u00e3o pode propor sen\u00e3o mais do mesmo, o presidente imp\u00f5e a si mesmo como o limite a que o pa\u00eds pode chegar, confundindo o fim do projeto que t\u00e3o bem representou com o fim da hist\u00f3ria que, nesse equ\u00edvoco, j\u00e1 n\u00e3o precisaria respeitar cronologias: o ano de 2014 precede 2010 e j\u00e1 estaria, nos sonhos <i>lulianos<\/i>, condenado a repetir a consagra\u00e7\u00e3o de 2006.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por outra raz\u00e3o que a polariza\u00e7\u00e3o Serra-Dilma aparece a um s\u00f3 tempo t\u00e3o inescap\u00e1vel quanto desestimulante. <i>Inescap\u00e1vel<\/i> porque o brilho do presidente ofusca a opini\u00e3o p\u00fablica e reduz artificialmente o espectro do que est\u00e1 em disputa (nesse trilho, as chances de Serra est\u00e3o menos em ele se mostrar uma alternativa e mais em ele se apresentar como melhor continuador de Lula do que Dilma); <i>desestimulante<\/i> porque mesmo o menos atento dos observadores recebe com frieza e desconforto esse congelamento da a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica (o desempenho de uma Helo\u00edsa Helena nas pesquisas traduz essa \u00e2nsia por mudan\u00e7a que ainda n\u00e3o encontrou lastro).<\/p>\n<p>Esse arranjo, a um s\u00f3 tempo autorit\u00e1rio e popular, tem levado alguns cr\u00edticos a dizer que Lula repete Putin, o todo poderoso ex-presidente da R\u00fassia. Embora a hist\u00f3ria pol\u00edtica das duas sociedades se preste cada vez mais a compara\u00e7\u00f5es iluminadoras (escravid\u00e3o at\u00e9 a segunda metade do s\u00e9culo XIX, tentativa autocr\u00e1tica para sair do atraso, populismo presidencialista, oligarquiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica corrupta, etc), Putin imp\u00f4s Medvedev com duas diferen\u00e7as fundamentais: primeiro, a condi\u00e7\u00e3o expl\u00edcita de que o pr\u00f3prio Putin continuaria em cena, e em primeiro plano, agora na figura de primeiro-ministro fortalecido com poderes subtra\u00eddos da presid\u00eancia; segundo, uma maioria governista quase p\u00e9trea, sem contraste, no legislativo russo. Ou seja, como j\u00e1 n\u00e3o vai estar l\u00e1, Lula arma para o Brasil experimento ainda mais prec\u00e1rio do ponto de vista da rotina institucional: se entregar a faixa presidencial a quem deseja, Lula abrir\u00e1 a caixa de Pandora onde espremeu o PMDB e a burocracia petista \u2013 que v\u00eam aceitando a compress\u00e3o da mola e a tudo suportam no antegozo de que o dia de amanh\u00e3 lhes pertence \u2013 mergulhando o pa\u00eds num v\u00f3rtice que engolir\u00e1 o pr\u00f3prio Lula.<\/p>\n<p>Na verdade, isolando-se apenas os aspectos formais, a candidatura Dilma tem menos semelhan\u00e7a com a de Medvedev na R\u00fassia distante do que repete fr\u00e1gil experimento local recente, proposto em S\u00e3o Paulo em 1996: um governante muito bem avaliado nas pesquisas, mas impossibilitado de se reeleger e cioso do seu capital pol\u00edtico (Lula e Maluf), escolhe algu\u00e9m desconhecido, sem hist\u00f3rico pol\u00edtico-eleitoral, moldado para <i>\u201ccontinuar na mesma enquanto eu vou ali e j\u00e1 volto<\/i>\u201d (Dilma e Pitta). Para compensar a falta de lastro p\u00fablico pr\u00f3prio, o nome escolhido deve trazer em si mesmo evid\u00eancia \u00f3bvia e ineg\u00e1vel que permita dialogar com nossa cultura pol\u00edtica de massas vibrando a corda sens\u00edvel da repara\u00e7\u00e3o (Mulher e Negro), e a ele se atribui com estardalha\u00e7o um programa governamental t\u00e3o vis\u00edvel quanto controvertido (PAC e CINGAPURA). Em suma, Dilma \u00e9 o Pitta de Lula. Para completar, se n\u00e3o fizer o recuo que a l\u00f3gica exposta acima imp\u00f5e, caber\u00e1 mais uma vez a Jos\u00e9 Serra disputar com o preposto em seu pr\u00f3prio campo e, claro, mais uma vez caber\u00e1 aos transformadores alargar o espa\u00e7o que h\u00e1 para uma alternativa a essas duas vers\u00f5es do mesmo. N\u00e3o ser\u00e1 de surpreender se este espa\u00e7o se revelar maior do que a atual paleta de tintas sugere.<\/p>\n<p>\u00c0 luz de suas realiza\u00e7\u00f5es desiguais, e at\u00e9 contradit\u00f3rias, o per\u00edodo Lula aparece a um s\u00f3 tempo como progressista, continuista, conservador e reacion\u00e1rio: <i>progressista<\/i> em pol\u00edticas sociais compensat\u00f3rias, <i>continuista<\/i> em pol\u00edtica econ\u00f4mica e desenvolvimento, <i>conservador<\/i> na dimens\u00e3o institucional-democr\u00e1tica e <i>reacion\u00e1rio<\/i> em meio ambiente e telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Uma pol\u00edtica orientada para a transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode deixar de propor uma <i>reforma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/i> <i>antiolig\u00e1rquica<\/i>, que valorize a democracia. Uma pol\u00edtica orientada para a transforma\u00e7\u00e3o deve encarar o desafio do nosso <i>desenvolvimento<\/i> entendendo que ele \u00e9 <i>bifronte<\/i>: de um lado, dotar o pa\u00eds de um projeto de desenvolvimento que promova condi\u00e7\u00f5es sociais, ambientais, energ\u00e9ticas, culturais e industriais mais prop\u00edcias ao bem estar do nosso povo; de outro lado, um modelo de desenvolvimento em conson\u00e2ncia com o potencial do Brasil para ser um dos protagonistas de dias melhores para a humanidade.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 a primeira vez na era moderna que um pa\u00eds ainda atrasado em seu desenvolvimento interno descobre que o melhor caminho da mudan\u00e7a para si \u00e9 aquele que tamb\u00e9m serve de dispositivo para fazer avan\u00e7ar a luta planet\u00e1ria pela solu\u00e7\u00e3o das aporias de sua \u00e9poca. A hist\u00f3ria nos mostra que os passos de quem recua ante a tarefa mais long\u00ednqua esmagam as possibilidades de realiza\u00e7\u00e3o da mais pr\u00f3xima. Insistir numa concep\u00e7\u00e3o anacr\u00f4nica de crescimento nacional que contraria as exig\u00eancias para o desenvolvimento da humanidade em seu conjunto comprometer\u00e1 nosso pr\u00f3prio futuro como na\u00e7\u00e3o ao permitir que interesses apequenados se interponham entre o nosso pr\u00f3prio povo e os benef\u00edcios que ele pode receber de um projeto de <i>desenvolvimento sustent\u00e1vel<\/i> que tenha implica\u00e7\u00f5es diretas na transforma\u00e7\u00e3o do modo de vida de todos os povos.<\/p>\n<p>As evid\u00eancias dessa concatena\u00e7\u00e3o auspiciosa entre o local e o internacional renovam oportunidades de luta pela mudan\u00e7a porque elas j\u00e1 n\u00e3o chegam a n\u00f3s apenas pela prega\u00e7\u00e3o dos mais interessados, ou pela via indireta da Internet, da TV ou dos jornais, antes fazem parte da nossa experi\u00eancia sens\u00edvel mais b\u00e1sica, pela viv\u00eancia de intemp\u00e9ries surpreendentes, de cujas consequ\u00eancias a ningu\u00e9m \u00e9 dado escapar, seja pobre ou rico; mulher ou homem; amarelo, negro, branco, mulato ou \u00edndio: s\u00e3o calores s\u00fabitos, chuvas torrenciais, cheias inusitadas, ventos impetuosos, degelos continentais, secas abrasadoras, mares amotinados. Uma natureza que at\u00e9 bem pouco tempo o homem insciente celebrava como a seu dispor p\u00f5e desafios \u00e0 exist\u00eancia humana em raz\u00e3o de t\u00e9cnicas humanas adversas a maltratar todo o globo.<\/p>\n<p>Se o Brasil, gigante pela pr\u00f3pria natureza, faz por si s\u00f3 diferen\u00e7a no curso da vida mundial, n\u00f3s, os brasileiros, muito teremos de pensar e lutar se n\u00e3o quisermos abrir m\u00e3o de fazer diferen\u00e7a na defini\u00e7\u00e3o sobre <b>c o m o<\/b> nosso pa\u00eds participar\u00e1 das escolhas mundiais. Mas n\u00e3o poder\u00e1 oferecer alternativas de ordem geral quem n\u00e3o souber fazer as escolhas locais para superar seu nanismo pol\u00edtico, a come\u00e7ar por aquelas que tornem seu pr\u00f3prio povo um protagonista aut\u00f4nomo.<\/p>\n<p>Nossos valiosos cabedais humanos v\u00eam sendo subvalorizados, subutilizados ou simplesmente malbaratados. Os talentos da nossa gente se dissipam numa escolariza\u00e7\u00e3o t\u00e3o prec\u00e1ria que ao n\u00e3o contribuir para aliviar a faina cotidiana leva a uma deprecia\u00e7\u00e3o crescente do pr\u00f3prio conhecimento; <i>nossa<\/i> m\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o alimentar e nossas redes mambembes de sa\u00fade e saneamento abandonam no desvalimento e na doen\u00e7a um enorme potencial humano de cria\u00e7\u00e3o; <i>nossa<\/i> produ\u00e7\u00e3o cultural aparta da frui\u00e7\u00e3o, pelo pre\u00e7o, justamente aqueles que s\u00e3o a sua inspira\u00e7\u00e3o e que mais carecem dela; <i>nosso<\/i> desenvolvimento centrado num crescimento submetido a for\u00e7as delet\u00e9rias do mercado frustra nossa gente no momento da vida em que cada um tem mais para oferecer como trabalhador e empreendedor; <i>nosso<\/i> modo corrupto de fazer pol\u00edtica exaure antes do desabrochar o \u00e2nimo transformador de uma juventude numerosa como nunca antes; <i>nosso<\/i> jeito excludente de tocar a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica vem colonizando via propriedade material o que \u00e9 pr\u00f3prio do mundo virtual livre; <i>nosso<\/i> modelo de produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria contraditoriamente repele o homem e maltrata a terra; <i>nosso<\/i> sistema pol\u00edtico oligarquizado desdenha a participa\u00e7\u00e3o de muitos e remunera a obedi\u00eancia de poucos.<\/p>\n<p>Parte consider\u00e1vel das nossas riquezas naturais ou tem sido gasta com o desperd\u00edcio que a abund\u00e2ncia franquia aos incautos, ou se esvai numa avidez danosa que o estado brasileiro n\u00e3o tem querido conter ou jaz adormecida em seu amaz\u00f4nico potencial restaurador e inovador para n\u00f3s e para toda a humanidade. A extra\u00e7\u00e3o ruinosa da madeira de nossas matas tem baixa produtividade e acarreta danos ambientais para todos, sem que os empregos locais que gera possam servir de consolo, uma vez que s\u00e3o de qualidade t\u00e3o baixa que chegam \u00e0 escravid\u00e3o e colocam o Brasil na companhia dos que pior tratam seu pr\u00f3prio povo trabalhador. Escolhas governamentais feitas sob a press\u00e3o dos neg\u00f3cios t\u00eam cimentado nossa matriz energ\u00e9tica em modelos cujos ganhos privados n\u00e3o se realizam sem preju\u00edzos p\u00fablicos, que se avolumam em estragos ambientais progressivos e degrada\u00e7\u00e3o continuada da qualidade da vida humana. Custos crescentes empurram uma infraestrutura vi\u00e1ria voltada para o uso do autom\u00f3vel \u00e0 sua pr\u00f3pria inviabilidade, cuja paisagem \u00e9 a de uma paradoxal imobilidade urbana fumegante pela queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis de obten\u00e7\u00e3o e uso cada vez mais onerosos. Nosso imenso potencial para a produ\u00e7\u00e3o de energia de origem renov\u00e1vel inicia sua realiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 limitado pela miopia que os sempre mesmos interesses privados de curto prazo produzem.<\/p>\n<p>\u00c9 hora de descortinar uma alternativa pol\u00edtica inovadora para o Brasil. Devemos buscar reunir todos aqueles que continuam a perseguir a transforma\u00e7\u00e3o da vida brasileira e gostem da id\u00e9ia, e queiram partilhar de igual para igual a alegria, de trabalhar na elabora\u00e7\u00e3o de uma proposta de <i>Reforma\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica<\/i> e de um projeto de <i>Desenvolvimento Sustent\u00e1vel<\/i> para o Brasil. Que seja <b><i>desenvolvimento<\/i><\/b> n\u00e3o pelas obras vistosas que venha a erguer, mas, sobretudo, porque ofere\u00e7a possibilidades de uma vida menos cansada, mais saud\u00e1vel e prazerosa para o nosso povo. Que seja <b><i>sustent\u00e1vel<\/i><\/b> n\u00e3o para alimentar em n\u00f3s brasileiros a ilus\u00e3o de que \u00e9 poss\u00edvel virar as costas ao mundo e sustentar-se por si mesmo; mas porque, ao contr\u00e1rio, estimule com o exemplo brasileiro a luta mundial animada pela convic\u00e7\u00e3o de que s\u00f3 \u00e9 realmente poss\u00edvel ir adiante quando se tem em conta o bem estar de toda a humanidade.<\/p>\n<p>O nome para liderar esse projeto e representa-lo na oportunidade \u00fanica ensejada pela disputa presidencial de 2010 \u00e9 o da Senadora Marina Silva, n\u00e3o por acaso aquela cuja atua\u00e7\u00e3o demarcou os limites da era Lula, cuja trajet\u00f3ria simboliza o que deve haver de continuidade com o car\u00e1ter popular dessa mesma era e cuja vis\u00e3o de mundo est\u00e1 em conson\u00e2ncia an\u00edmica com a perspectiva transformadora que nos remete para al\u00e9m dessa era.<\/p>\n<p><em>NOTA DE <strong>2009<\/strong> &#8211; Este texto resulta da fus\u00e3o, com cortes e acr\u00e9scimos, de dois outros, escritos pelo autor entre novembro de 2008 e janeiro de 2009. <a title=\"IMPROVISO AUTORIT\u00c1RIO\" href=\"http:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=21\">O de 2008<\/a> tratava apenas da candidatura Dilma e foi enviado \u00e0 Folha, que n\u00e3o o publicou. O de 2009 foi enviado a amigos tempos depois de escrito, quando o autor imaginou que uma candidatura de Marina em 2010 estava, como continua, sendo imprudentemente negligenciada.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Novaes, Junho de 2009 A situa\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica brasileira de nossos dias \u00e9 de tal ordem que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o caso de s\u00f3 reclamarmos que ela se fa\u00e7a sem a participa\u00e7\u00e3o de milit\u00e2ncias partid\u00e1rias ou mesmo sem o engajamento dos cidad\u00e3os; se nada fizermos, um dia desses nos acharemos lamentando que ela se [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1338,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-34","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eleicoes-de-2014"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/34","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1338"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=34"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/34\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2232,"href":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/34\/revisions\/2232"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=34"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=34"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=34"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}