{"id":7589,"date":"2022-11-01T20:21:09","date_gmt":"2022-11-01T23:21:09","guid":{"rendered":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=7589"},"modified":"2022-11-11T13:14:25","modified_gmt":"2022-11-11T16:14:25","slug":"se-blefar-e-ruim-teimar-no-blefe-e-pior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=7589","title":{"rendered":"SE BLEFAR \u00c9 RUIM; TEIMAR NO BLEFE \u00c9 PIOR"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\">Carlos Novaes, 01 de novembro de 2022<\/p>\n\n\n\n<p>Evidentemente, a guerra da Ucr\u00e2nia n\u00e3o \u00e9 uma guerra mundial. Mas, <a href=\"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/?p=6798\" data-type=\"post\" data-id=\"6798\">ap\u00f3s mais de oito<\/a> meses de intensa atividade b\u00e9lica, haveria o risco real de estarmos caminhando para a terceira guerra mundial?<\/p>\n\n\n\n<p>Se \u00e9 verdade que nenhuma das guerras mundiais anteriores teve in\u00edcio como <em>mundial<\/em>, n\u00e3o \u00e9 menos verdade que uma guerra sempre \u00e9 iniciada por quem sup\u00f5e que pode venc\u00ea-la, ou seja, que ir\u00e1 tirar proveito final das perdas infligidas e sofridas. As duas guerras da era moderna que se fizeram mundiais foram iniciadas por quem julgava poder venc\u00ea-las. No caso da Segunda Guerra, essa certeza j\u00e1 embutia a hip\u00f3tese, e at\u00e9 a aposta, de que a guerra se faria, de algum modo, <em>mundial<\/em> \u2013 Hitler, contudo, julgava ter elementos para nutrir a convic\u00e7\u00e3o de que, fosse como fosse, sairia vitorioso do conflito.<\/p>\n\n\n\n<p>As coisas mudaram desde 1945, depois que a Segunda Guerra Mundial terminou com o uso unilateral de bombas nucleares pelos EUA. Desde ent\u00e3o, \u00e0 medida que mais e mais pa\u00edses passaram a contar com armas nucleares, ficou claro que, com o fim da unilateralidade, uma guerra nuclear seria necessariamente uma guerra mundial da qual ningu\u00e9m poderia ter certeza de sair em vantagem, constata\u00e7\u00e3o que orientou a chamada \u201cguerra fria\u201d, e veio impedindo pot\u00eancias nucleares de fazerem uso do seu arsenal at\u00f4mico nas guerras de que participaram. Por isso mesmo, desde 1945 n\u00e3o houve guerras em que pot\u00eancias nucleares tivessem confrontos diretos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, uma das caracter\u00edsticas do envolvimento dessas pot\u00eancias em guerras tem sido, justamente, a obedi\u00eancia \u00e0 cl\u00e1usula amplamente aceita de que, embora fazendo guerra para vencer pa\u00edses sem armas nucleares, elas n\u00e3o far\u00e3o uso da sua \u201cvantagem\u201d nuclear, mesmo quando diante de derrota para oponente mais fraco, uma vez que n\u00e3o poderiam dosar aquele uso apenas contra o advers\u00e1rio direto, necessariamente pondo em risco a si mesmas e\/ou, sobretudo, a terceiros. Foram exemplos not\u00f3rios disso as participa\u00e7\u00f5es dos EUA ou da hoje R\u00fassia nas guerras do Vietn\u00e3, da Chech\u00eania, do Afeganist\u00e3o, da Ge\u00f3rgia, do Iraque e da S\u00edria. Em suma, se n\u00e3o pretende desencadear um conflito mundial, uma pot\u00eancia nuclear n\u00e3o pode entrar em guerra sem, de pronto, oferecer evid\u00eancias de que n\u00e3o far\u00e1 uso de armas nucleares.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo em mente o que foi dito acima, podemos avaliar melhor a extens\u00e3o do erro de c\u00e1lculo cometido por Putin ao invadir a Ucr\u00e2nia, e mais: podemos entender os erros posteriores a que ele tem sido levado justamente em raz\u00e3o da extens\u00e3o da surpresa dele ante os reveses sa\u00eddos do erro inicial, que jamais haviam sido imaginados, que dir\u00e1 previstos.<\/p>\n\n\n\n<p>Putin iniciou a guerra contra a Ucr\u00e2nia n\u00e3o apenas porque sup\u00f4s que poderia vence-la, mas, mais importante, porque imaginou que seria f\u00e1cil ter \u00eaxito com um custo quase insignificante para si e seu pa\u00eds. Ou seja, a facilidade com que o \u00eaxito viria j\u00e1 indicaria que n\u00e3o se cogitava do uso de armamento nuclear. Imaginando-se lastreado nessas garantias, Putin calculou que \u2013 com a complac\u00eancia dos ucranianos e sob olhar at\u00f4nito e impotente do resto do mundo \u2013 iria anexar parte da Ucr\u00e2nia e, ainda por cima, colocar o que restasse dela sob controle de um governo obediente a ele, como ocorre com a Bielo R\u00fassia. Foi por isso que a invas\u00e3o se deu com aquela dispers\u00e3o de for\u00e7as inicial: as tropas de Putin ocuparam territ\u00f3rios lim\u00edtrofes e ainda marcharam alegremente para Kiev no fito de simplesmente depor o governo que, no julgar dele, cairia quase por si. Tudo parecia t\u00e3o favor\u00e1vel que Putin deveria ter desconfiado, especialmente considerando a pr\u00f3pria hist\u00f3ria da R\u00fassia.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, a hist\u00f3ria russa tem formid\u00e1vel exemplo anterior de uma guerra que, partindo de pressupostos assemelhados, acabou se dando ao contr\u00e1rio do esperado. Foi a chamada Guerra da Crim\u00e9ia (1853-1856), iniciada pelo Tsar Nicolau-I para expandir o territ\u00f3rio russo para \u00e1reas do Imp\u00e9rio Otomano em que j\u00e1 havia popula\u00e7\u00f5es russ\u00f3fonas. Tal como Putin, Nicolau imaginou que suas tropas seriam recebidas com ades\u00e3o do povo invadido e sem que pot\u00eancias europeias viessem a se importar muito com a anexa\u00e7\u00e3o&#8230; Deu tudo errado: o povo n\u00e3o se levantou favoravelmente, a \u00c1ustria, tida como parceira, se posicionou duramente contra a R\u00fassia, e a Fran\u00e7a e a Inglaterra entraram diretamente na guerra ao lado do Imp\u00e9rio Otomano. Sentindo o rev\u00e9s, Nicolau tentou recuar, mas os advers\u00e1rios n\u00e3o lhe deram chance precisamente porque constataram que estavam diante de uma oportunidade para tirar vantagem de um conflito que n\u00e3o haviam buscado. De fato, como a inferioridade b\u00e9lica da R\u00fassia revelou-se not\u00e1vel (o alcance dos seus fuzis, por exemplo, era 1\/5 do alcance dos fuzis europeus), o resultado foi uma derrota t\u00e3o humilhante que teve consequ\u00eancias nefastas at\u00e9 para a continuidade da domina\u00e7\u00e3o interna dos Romanov<strong>*<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O erro fundamental de Putin foi acreditar que seu desprezo pelo nacionalismo dos ucranianos tinha base real, isto \u00e9, ele fantasiou que os ucranianos se sentiam, literalmente, como <em>\u201cpequenos russos\u201d<\/em>, denomina\u00e7\u00e3o com que os russos, desde a R\u00fassia Imperial, se referem aos povos eslavos assentados na regi\u00e3o que veio a ser definida como a Ucr\u00e2nia atual (antiga <em>Pequena R\u00fassia<\/em><strong>**<\/strong>). Putin se deixou embalar pela mitologia eslava que lhe era conveniente e, raciocinando com os pr\u00f3prios desejos, desconsiderou o apego dos ucranianos \u00e0 sua autonomia e independ\u00eancia, como se eles n\u00e3o fizessem quest\u00e3o de ter um pa\u00eds para si. E pior: Putin n\u00e3o levou em conta que esse nacionalismo ucraniano se definiu e incrementou, antes de tudo, por contraposi\u00e7\u00e3o, justamente, ao quase milenar chauvinismo desp\u00f3tico da R\u00fassia \u2013 se havia algu\u00e9m contra quem os ucranianos defenderiam seu torr\u00e3o natal, esse algu\u00e9m eram justamente os russos.<\/p>\n\n\n\n<p>O brio com que os ucranianos se levantaram contra a invas\u00e3o pegou Putin desprevenido e logo levou as pot\u00eancias advers\u00e1rias de Moscou a calcularem que, <em>mutatis mutandis<\/em>, poderiam estar diante de oportunidade como aquela da Guerra da Crim\u00e9ia. Fecharam-se contra a R\u00fassia em san\u00e7\u00f5es crescentes, passaram a armar a Ucr\u00e2nia, abriram-se para uma acelerada ades\u00e3o \u00e0 OTAN de Su\u00e9cia e Finl\u00e2ndia e o resultado est\u00e1 aos olhos de todos: o que parecera aos russos um desenvolto passeio por campos vizinhos virou uma medonha decida pelos c\u00edrculos do inferno. Com isso podemos compreender o aturdimento de Putin diante do contraste entre a certeza da vit\u00f3ria que embalara o in\u00edcio da sua \u201copera\u00e7\u00e3o especial\u201d e os reveses crescentes colhidos no curso da guerra que se viu ter de fazer contra um advers\u00e1rio cuja capacidade de resposta subestimara.<\/p>\n\n\n\n<p>A desorienta\u00e7\u00e3o suscitada por esse aturdimento recebeu um ingrediente adicional: o erro de c\u00e1lculo fora de tal monta que Putin n\u00e3o se viu em condi\u00e7\u00f5es de admiti-lo sequer para si mesmo, o que dir\u00e1 para o resto do mundo (e, menos ainda, para a sociedade russa). Vieram da\u00ed os blefes iniciais, com Putin pretendendo fazer parecer que tudo saia como previsto, como se os improvisos crescentes para fazer frente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o adversa inesperada fossem resultado de c\u00e1lculo antecipado. N\u00e3o eram, e isso come\u00e7ou a ficar claro n\u00e3o apenas pelos reveses crescentes no campo de batalha e pela convoca\u00e7\u00e3o de reservistas, mas, sobretudo, pela ret\u00f3rica nuclear que come\u00e7ou a ser ambiguamente emitida por autoridades russas, pois a situa\u00e7\u00e3o se revelara de tal maneira atrapalhada que Putin precisou dar a entender que, no limite, sempre contara com o arsenal nuclear de que a R\u00fassia disp\u00f5e.<\/p>\n\n\n\n<p>Dizendo o mesmo de outro modo: para encobrir a evid\u00eancia de que se enganara sobre a facilidade de invadir e submeter a Ucr\u00e2nia, Putin improvisou a cortina de um suposto c\u00e1lculo pelo qual o armamento nuclear sempre estivera subentendido como recurso a empregar na supera\u00e7\u00e3o de dificuldades surgidas no campo de batalha \u2013 como a dizer \u201cn\u00e3o precisamos nos preocupar tanto, uma vez que temos as nossas bombas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, o problema com essa ret\u00f3rica \u00e9 que ela n\u00e3o podia ser recebida sen\u00e3o como blefe, pois contraria a cl\u00e1usula p\u00e9trea de que pot\u00eancias nucleares n\u00e3o podem empregar bombas at\u00f4micas se n\u00e3o estiverem dispostas a iniciar uma guerra mundial. Essa trapalhada narrativa dificilmente poderia ser menos veross\u00edmil, e os governos da OTAN n\u00e3o foram enganados: para inflar o blefe nuclear de Putin e aumentar o desgaste dele quando, finalmente, recuasse, passaram a simular ao p\u00fablico levar a s\u00e9rio as amea\u00e7as at\u00f4micas, ou seja, como se elas, embora improv\u00e1veis, pudessem sim ser poss\u00edveis, enquanto vieram tomando provid\u00eancias na m\u00e3o contr\u00e1ria, ou seja, provid\u00eancias de quem est\u00e1 certo de que a situa\u00e7\u00e3o se resolver\u00e1 num campo de batalha convencional: aumentaram a coes\u00e3o entre si, v\u00eam incrementando seus gastos em defesa, intensificaram a entrega de armas \u00e0 Ucr\u00e2nia, adotaram san\u00e7\u00f5es crescentes contra a R\u00fassia e, ainda, provid\u00eancias para embutir os preju\u00edzos, bem como transpor as dificuldades, da decis\u00e3o j\u00e1 tomada de n\u00e3o mais ter o pa\u00eds de Putin como parceiro comercial para a compra de energia. N\u00e3o levou muito tempo para que o d\u00e9spota russo \u2013 ao descobrir, mais uma vez tardiamente, que perdera tempo \u2013 viesse a p\u00fablico, como esperado, para declarar, pessoalmente (embora insistindo em afetar que \u201ctudo caminha como previsto\u201d), que o uso de armas at\u00f4micas contra a Ucr\u00e2nia <em>\u201cn\u00e3o tem sentido, nem pol\u00edtico nem militar\u201d; <\/em>n\u00e3o diga&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>A essa altura j\u00e1 se pode ver que n\u00e3o h\u00e1 elementos para que se ponha sequer no horizonte long\u00ednquo a hip\u00f3tese de que a guerra da Ucr\u00e2nia leve a uma terceira guerra mundial. O que se passa s\u00e3o modifica\u00e7\u00f5es profundas na OTAN e na Uni\u00e3o Europeia, todas implicando perdas severas para a R\u00fassia. A OTAN logo ser\u00e1 ampliada, com a entrada de Finl\u00e2ndia e Su\u00e9cia, e fortalecida como gastos em defesa adicionais dos seus membros, o que levar\u00e1 a uma ben\u00e9fica diminui\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia ante os EUA, tudo isso num cen\u00e1rio em que todos passaram a entender a R\u00fassia como um pa\u00eds inimigo. A Uni\u00e3o Europeia tamb\u00e9m est\u00e1 a fortalecer seus la\u00e7os internos em pesquisa e com\u00e9rcio, especialmente para buscar alternativas de energia, o que levar\u00e1 \u00e0 reconfigura\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas comerciais, tudo isso tendo a R\u00fassia como pa\u00eds n\u00e3o confi\u00e1vel para rela\u00e7\u00f5es desse tipo.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois desses quase nove meses de guerra, nos quais um Putin crescentemente surpreso se viu obrigado a blefar at\u00e9 sobre justamente aquilo que jamais pretendeu ou poderia ter pretendido, a elite governamental da R\u00fassia est\u00e1 a reaprender contra si uma velha li\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria: guerras s\u00e3o eventos de que se controla apenas o in\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">***<\/p>\n\n\n\n<p><strong>* &#8211; O escritor russo Ivan Turgu\u00eaniev<\/strong>&nbsp;deu tratamento liter\u00e1rio aos eventos e desdobramentos da Guerra da Crim\u00e9ia nos&nbsp;<em>tr\u00eas contos cronol\u00f3gicos<\/em>&nbsp;que incluiu tardiamente em seu cl\u00e1ssico&nbsp;<em><strong>Notas de um ca\u00e7ador<\/strong><\/em>. No primeiro deles,&nbsp;<em>O fim de Tchertopkh\u00e1nov<\/em>, ele trata metaforicamente da Guerra da Crim\u00e9ia; no segundo,&nbsp;<em>Rel\u00edquia viva<\/em>, ele faz o mesmo com as circunst\u00e2ncias do fim da servid\u00e3o na R\u00fassia; e no terceiro,&nbsp;<em>Pancadas!<\/em>&nbsp;, ele antecipa, antevendo mais de 40 anos, os desdobramentos que levar\u00e3o \u00e0 alian\u00e7a oper\u00e1rio-camponesa contra o tsarismo. A an\u00e1lise que realizei para fazer aflorar o at\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito sentido pol\u00edtico oculto de cada uma dessas tr\u00eas obras pode ser lida entre as p\u00e1ginas 180 e 228 do meu livro&nbsp;<strong>LITERATURA CONTRA IMOBILISMO NA R\u00daSSIA DO S\u00c9CULO XIX<\/strong>, que pode ser encontrado em formato&nbsp;<strong>.pdf<\/strong>&nbsp;<a href=\"https:\/\/novaes-c-politico.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/LITERATURA-CONTRA-IMOBILISMO-NA-RUSSIA-DO-SECULO-XIX_Carlos-NOVAES_VERSAO_FINAL.pdf\">aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>** &#8211; Essa denomina\u00e7\u00e3o deve ter surgido<\/strong> do desenho cartogr\u00e1fico daquela regi\u00e3o, pois mesmo o mapa do que hoje \u00e9 a Ucr\u00e2nia continua a parecer uma reprodu\u00e7\u00e3o, em tamanho menor, do mapa que traz o desenho cartogr\u00e1fico atual da gigantesca R\u00fassia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Novaes, 01 de novembro de 2022 Evidentemente, a guerra da Ucr\u00e2nia n\u00e3o \u00e9 uma guerra mundial. 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